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Congresso Internacional Rede Pitágoras 2016 contagia escolas parceiras no último dia

As palestras incentivadoras e as histórias do grupo deixaram os educadores ansiosos e com grandes expectativas para a edição de 2017

 

O segundo dia do Congresso Internacional Rede Pitágoras iniciou com toda a emoção do presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, que falou aos participantes sobre o lema que embasa a companhia, que é a Paixão por Educar. O executivo discursou sobre as lições que levaram a Kroton a atingir o sucesso presente, tais quais:

 

         *A excelência na gestão, eficiência operacional e otimização financeira não são inimigas da qualidade de ensino;

 

          *Uma companhia só consegue entregar resultados em um ambiente de alta governança corporativa em que cada agente atue com     transparência e respeito aos demais espaços dos stakeholders;

 

           *Parcerias são boas quando todos ganham no final e as conquistas sejam conjuntas;

 

           *Uma empresa socialmente responsável adota postura sustentável em seu dia a dia;

 

           *A educação muda a vida de um indivíduo conferindo-lhe autonomia e oportunidades.

 

Uma história empresarial tem mais chance de dar certo quando a empresa e seus sócios estão abertos a receber, ensinar e aprender com o próximo. Quando estão dispostos a realizar parcerias, mas parcerias de verdade, nas quais cada parte contribui com o que tem de melhor.

 

Galindo contou aos participantes do evento que a Kroton investiu no último ano 230 milhões de reais em educação. Falou também que a educação básica da companhia está presente em 26 estados e 423 municípios, com 669 escolas parceiras. Em 2016, foi investido cerca de 150 milhões de reais em inovação. “Entregar educação de qualidade é o nosso propósito”, pontuou. O CEO do grupo enfatizou as novidades da Rede Pitágoras, com a Coleção Modular, o Canal Web, a Plataforma de Ensino Adaptativo e a nova versão da Plataforma Digital de Aprendizagem.

 

Em decorrência dos projetos desenvolvidos e que levaram a Kroton ao status atual, que se tornou referência no setor educacional, o executivo comemorou também os 50 anos do Pitágoras, apresentando um dos marcos deste ano, o lançamento da Aliança Brasileira pela Educação, que aconteceu no último dia 31 de agosto. O movimento, de abrangência nacional liderado pela Kroton, tem a finalidade de ampliar o trabalho de sucesso realizado pela Conspiração Mineira pela Educação, que já dura 10 anos, em Minas Gerais. A iniciativa tem como prioridade o fortalecimento do diretor com foco na aprendizagem dos alunos, por meio de ações simples e eficientes que contribuam com a qualidade do ensino público do país.

 

A Aliança Brasileira pela Educação tem a proposta de atuar em duas frentes: capacitar lideranças por meio de encontros sistemáticos mensais com os diretores das redes públicas municipais e estaduais; e, também, compartilhar projetos de sucesso e sem custo algum para as escolas, cedidos por parceiros do segundo e terceiros setores. O movimento pretende desenvolver o trabalho em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação de todo o país.

 

Na sequência, o ciclo de palestras começou com a ilustre presença do reitor honorário da Universidade de Lisboa, António Nóvoa. O renomado executivo, que é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra, discursou sobre a formação de professores. “O requisito básico é a discussão dos assuntos concretos dos trabalhos escolares e pedagógicos. É nesse diálogo entre professores, nessa reflexão sobre a experiência, que se concretiza uma verdadeira formação de professor”, destacou.

 

Para ele, o desenvolvimento da prática pedagógica é um dos maiores desafios do educador. “É preciso perceber que a escola que a geração do século XX conheceu já acabou. É uma escola que não serve para os desafios do século XXI. Precisamos da capacidade de trabalhar o conhecimento, sobretudo, para a escola enfrentar o futuro presente, o futuro que já é presente no nosso século”, disse.

 

Alegou que há dificuldade para desenvolver ideias inovadoras, que a tradição do método de ensinar precisa se aperfeiçoar de acordo com as gerações. O português acredita que, para existir uma boa formação, deve haver o entendimento e a mesma linha de raciocínio entre o professor e a escola. Ele explicou, ainda, que teorias sobre a prática pedagógica não é suficiente. É preciso adquirir prática e vivenciar o dia a dia da profissão.

 

Nóvoa falou sobre as revoluções da escola do futuro, que se baseiam: na sala de aula padronizada, que é a reorganização de modos diferentes dos espaços da escola, e fazer a passagem do professor individual para o professor coletivo; tempo estruturado e grade de disciplinas. “Se não formos capazes de organizar nosso ensino por meio de grandes temas continuaremos a praticar um ensino que era aplicável no século XIX, mas não mais no século XXI”, explica; professor leitor que leciona aula. Nessa teoria, Nóvoa falou que o professor será um organizador das aprendizagens; alunos homogêneos que ouvem as lições; criação, onde faz parte a descoberta e a pesquisa, de forma não-passiva.

 

Na hora do coffee break, o músico Daniel Bravo animou os participantes do Congresso Internacional Rede Pitágoras com muita diversão e os convidados puderam degustar também de um delicioso coquetel. Theo, a mascote da Rede Pitágoras, circulou entre os convidados posando para selfies e interagindo com o público nos momentos de descontração. Painéis personalizados com a marca da Rede Pitágoras serviram de fundo para fotos dos participantes.

 

A próxima apresentação foi do autor e palestrante, pós-doutor em filosofia e história da educação pela Unicamp, doutor em filosofia da educação pela USP e mestre em literatura brasileira pela USP, Gabriel Perissé, que falou ao público sobre liderança. Para ele, o conceito não está restrito a um cargo e não é mais questão de hierarquia. Explicou sobre a Pedagogia do encontro, onde afirma que é preciso entender a arte do encontro entre as pessoas e a troca de experiências que existe na situação. Perissé mostrou as sete atitudes transformadoras da liderança, conforme descritas abaixo:

 

           *Conhecimento: tem a ver com leitura; preocupa muito que os educadores e líderes não tenham tempo para ler. “Temos que ter, além de tempo, muitos livros”. Ele afirmou que “todos os livros estão vivos, morto é quem não lê”;

 

           *Curiosidade: temos que ser curiosos. Um líder precisa ser curioso. É importante viajar para se conhecer;

 

           *Carisma: não é casual. É quando a pessoa encarna e vive os valores. A pessoa brilha porque é valiosa, por si mesma e pelo que representa. “Um professor que não é carismático entristece a si e aos alunos”;

 

           *Compreensão: é preciso compreender as belezas típicas da personalidade de cada ser. Um líder deve ser integral, precisa entender os outros e pegar todas as características de todos para transformar em harmonia;

 

           *Comunicação: o diálogo é um jogo e aprendizado. É entender os segredos do outro e saber conversar, nem falar de menos e nem falar demais. “Quando um líder sabe falar, até não falando fala mais”;

 

            *Companheirismo: é o estado de espírito onde você facilita para que ninguém perca tempo. É ensinar sem parecer que está ensinando;

 

             *Criatividade: fazer coisas valiosas em sala de aula. Fazer pesquisas, trocar informações com outras pessoas.

 

O palestrante encerrou a apresentação ovacionado pelo público, terminando sua participação no evento com uma sessão de autógrafos.

 

Após o almoço, os participantes puderam conhecer um pouco mais da trajetória da marca da qual faz parte a Rede Pitágoras. Em um bate-papo entre amigos, como definiu a Diretora da Educação Básica da Kroton, Mônica Ferreira, os fundadores Júlio Cabizuca, Walfrido dos Mares Guia e Evando Neiva compartilharam com o público um pouco da história de 50 anos de tradição e vanguarda na educação.

 

Cabizuca contou como realizou o sonho de entrar na escola de engenharia, tendo a sua aprovação no vestibular comemorada com um anúncio por telex, já que ingressar no ensino superior, naquela época, era um grande feito, ainda mais para aqueles que não tinham esse histórico na família. “Meu pai era ferroviário. Comecei a trabalhar como boy em um banco, fui datilógrafo e dei aulas particulares até conquistar a aprovação no vestibular”, comentou emocionado.

 

Já Walfrido enfatizou a presença em seu DNA do amor pela educação, que se manifestou desde a adolescência, o que o motivou a aceitar o convite do amigo Cabizuca para montar o pré-vestibular Pitágoras. “Vamos ensinar os nossos alunos a se desenvolverem com os nossos exemplos. O que importa para a aprendizagem são os valores transmitidos”, especificou ao falar sobre educar com paixão.

 

Ao educador Evando coube a missão de relembrar como era feita a divulgação no início das atividades do pré-vestibular Pitágoras. “Nós saíamos de madrugada para pregar cartazes nos postes da cidade, pois essa a era a única mídia que podíamos pagar na época. O slogan era ‘o menor caminho entre você e a universidade’”, contou com orgulho.

 

Cada fundador também deixou uma mensagem final para as escolas parceiras da Rede Pitágoras:

 

A rede não é do Pitágoras, é de todos nós”, Cabizuca.

 

Paixão por educar. A nossa história mostra isso. Nada dá certo se você não se apaixonar”, Walfrido.

 

A paixão por educar nos levou à paixão por servir”, Evando.

 

O encerramento do bate-papo levou os fundadores – e o público – às lágrimas. Para comemorar tradicionalmente o aniversário dos 50 anos da marca, os netos dos fundadores entraram no palco com um bolo com o intuito de parabenizar a trajetória de sucesso dos avós.

 

Para finalizar o intercâmbio de informações da sexta edição do evento, o professor, consultor em gestão empresarial e palestrante, Waldez Luiz Ludwig, deu um show de simpatia ao falar sobre a nossa realidade hoje, na qual vivemos uma volta ao real, uma fuga da conectividade em excesso. “Tudo é conectado demais e as pessoas querem novamente ir ao cinema, ao invés de sentar no sofá e assistir aos filmes online”, exemplificou. 

 

Em sua intervenção, Waldez também falou sobre a importância do uso da informação e sua relação com a aprendizagem. Segundo ele, estamos vivendo a era do conhecimentismo, não é mais socialismo, nem capitalismo. “Informação com aprendizagem é a mãe do conhecimento, e informação é sinérgica: quanto mais se usa, mais cresce”, enfatizou.

 

As ideias da gestão colaborativa, da ética no desempenho das atividades profissionais e do neorenascentismo, que é o ser humano de novo no centro das ações também foram pontos abordados na palestra. “O diferencial da sua escola está na simplicidade e na personificação. As pessoas são o que existem de melhor nas empresas. Um bom professor leciona até embaixo de uma árvore e educação se mede a longo prazo”, finalizou Waldez, aplaudido de pé.

 

Por fim, a Diretora de Educação Básica da Kroton, Mônica Ferreira, finalizou o evento deste ano com muita emoção após receber uma placa em homenagem ao seu trabalho à frente da Rede Pitágoras, entregue pelas mãos de sua mãe. “É um marco, um divisor de águas. Somos antes e depois do congresso. As palestras de muita qualidade. Estamos muito realizados, sentindo orgulho, nossos parceiros estão muito felizes. A energia faz com que a gente saia daqui pensando nos próximos 50 anos ou mais”, comemorou.

 

Para encerrar a 6ª edição do Congresso Internacional Rede Pitágoras, a banda 14 Bis animou o Minascentro com músicas que remeteram o público às décadas passadas.

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